Pernilongos ? Como se livrar...

Eles são tão irritantes que conseguem tirar do sério até as pessoas mais calmas.
Um dos insetos mais temidos e odiados pelos pescadores é, sem dúvida alguma. O pernilongo. Esse vilão das noites intermináveis acaba com qualquer diversão. Sem falar em seus companheiros mais próximos, que normalmente dividem a mesma “festa”. São ele: borrachudos, pólvoras e mutucas. E, em cada ataque, surge a pergunta: o que fazer para combater as picadas?

Como não possuem ferrão, esses insetos não picam. Na verdade, os pernilongos e seus amigos têm uma haste flácida, pontiaguda e oca, como se fosse agulha. Essa haste libera um ácido que, em contato com a pele, sofre uma reação química. É a partir daí que sentimos a “picada”, pois a região começa a coçar. Ciente disso, o primeiro passo é não tocar a área. “Quanto mais se coça, mais o ácido se espalha”.

O QUE FAZER.
Os sprays, as pomadas e os líquidos usados como repelentes nem sempre são a salvação, principalmente para pessoas que têm a pele muito sensível. “Às vezes, a alergia que esses produtos podem causar determinados tipos de pele, é pior do que as picadas”.

Se você for alérgico a “picadas”desses insetos, o ideal é fazer um tratamento à base de vitamina B-12. Segundo dermatologistas, o organismo libera a B-12 através dos poros. O odor dessa vitamina afasta pernilongos, borrachudos, etc. “No entanto, existem algumas pessoas que, além disso, têm que usar pomadas e, às vezes, anti-inflamatórios”.

Se este não for o seu caso, veja as dicas para driblar esses insetos e, com isso, aproveitar melhor as próximas pescarias.

Três dias antes de viajar, tome vitamina B-12. Como a dose varia de pessoa para pessoa, é fundamental que seja prescrita pelo médico.
Usar protetor solar é outra providência. Além de proteger a pele contra os raios solares, muitas vezes, o cheiro desses produtos afasta os insetos.
Antes de aplicar repelentes no corpo todo, passe um pouco do produto em uma pequena área do seu braço. Assim, se você for alérgico às substâncias químicas do repelente, sua pele pode ficar vermelha, inchada e dolorida.
Roupas especiais com telas de seda e instrumentos eletrônicos que emitem sons e liberam odores são outras alternativas. Mas vale lembrar que esses acessórios nem sempre funcionam 100%. Os pesquisadores não têm uma resposta para isso. A única coisa que sabem é que alguns insetos conseguem ultrapassar essas “barreiras” e atacam sem dó.
A industria farmacêutica oferece bons produtos – em spray, líquido ou pomada – que, após a “picada”, aliviam a dor, o inchaço e a coceira. Por essa razão, tenha sempre esses medicamentos em sua caixa de primeiros socorros.
Alguns pescadores costumam se proteger passando cânfora, óleo de amêndoas, citronela e babosa no corpo entre outras receitas caseiras. No entanto, esses produtos naturais são paliativos e, acredite, dificilmente funcionam.


Pernilongo: Existem várias espécies que se diferem em pequenos pontos, como tamanho das patas e do corpo. Ao contrário do que todos imaginam, esses insetos só atacam à noite – das 18 h às 6 h. Nas regiões do Pantanal, da Amazônia e em todas as beiras de rios, os pernilongos são tão “atrevidos”que conseguem penetrar a roupa. Uma dica: eles não conseguem atravessar roupas plásticas, como capa de chuva. Os pernilongos, por incrível que pareça, servem como indicadores de mudança de tempo. Por isso, ao perceber que eles estão a todo vapor – mesmo nos dias de muito vento, que dificulta os ataques – pode ter certeza de que vem chuva por ai.



Borrachudo: Esse inseto, que não em hora para atacar, aparece com mais freqüência nos dias quentes e de pouco vento. As praias próximas dos costões e das matas são seus lugares preferidos.

Pólvora: A popular “porvinha” é um inseto minúsculo, que lembra um grão de pólvora, Mas como só anda em grandes nuvens, seus ataques são intensos, e chegam escurecer o corpo. Os canais e manguezais são seus locais preferidos.

Mutuca: Essa mosca avantajada costuma atacar com mais freqüência em novembro. Seus locais prediletos são as praias próximas do pé da serra e da Mata Atlântica. Existem dois tipos: a mutuca de pé e a mutuca de cabeça.

A primeira, também conhecida por mutuca de chifre, ataca qualquer lugar do corpo e é bem resistente a repelentes. Para se ter uma idéia, esses insetos conseguem, muitas vezes, driblar até a roupa da gente.

Já o segundo tipo costuma rodear a cabeça das vítimas até de baixo d’água. No entanto sua “picada” raramente causa dor, inchaço ou coceira.